12 dicas básicas para a prática do trekking

Acredito que o contato com a natureza seja uma das mais coisas mais importantes na vida do ser humano. Além de ser saudável do ponto de vista físico, proporciona um bem estar psicológico que não encontramos na cidade.

Por meio de atividades ao ar livre, como trekking, mountain bike, arvorismo, canoagem, ou um simples passeio de domingo no parque, podemos ter contato com as nossas origens: o mato! Ouvir o som da floresta, observar um céu estrelado ou um pôr do sol sem a interferência do concreto e das luzes artificiais da cidade é um privilégio que traz tranquilidade, alegria e nos permite levar uma vida mais contemplativa e em sintonia com nossa essência.

Nesse post quero destacar o trekking, uma prática simples, que, além de uma boa mochila e um bom par de botas, não requer uso de equipamento especial.

O trekking nada mais é que percorrer um percurso a pé em ambientes naturais através de terrenos irregulares ou acidentados, requerendo mais esforço do que uma simples caminhada pelo campo. Isso pode ser feito por trilhas de um dia ou travessias, nas quais se leva dois ou mais dias, com pernoite em uma barraca ou abrigo de montanha.

A prática do trekking na crista da Serra Fina, MG! Uma das travessias mais famosas do Brasil.
A prática do trekking na Serra Fina, MG, uma das travessias mais famosas do Brasil.

Apesar de simples, essa prática requer alguns cuidados básicos, vamos às dicas:

  1. Conheça seus próprios limites! – Quando se quer fazer uma trilha ou travessia, a primeira coisa para a qual se deve atentar é quanto ao grau de dificuldade: que tipo de desafios ela oferece? Falta de água, desníveis acentuados, extensão, clima adverso? Antes de topar aquele determinado roteiro, tenha consciência dos seus limites físicos e psicológicos, bem como dos demais membros do seu grupo, e avalie se dá pra encarar.
  2. Estude o roteiro antes – É sempre bom ter uma noção previa do roteiro e se programar quanto à água, comida e tempo de saída/chegada.
    Estude o roteiro antes da jornada!
    Estude o roteiro antes da jornada!
  3. JAMAIS deixe lixo na trilha! – Pense em quantos anos, décadas ou séculos aquele pedaço de papel, plástico ou vidro vai levar para se decompor, e nos males que pode causar ao ambiente, além da poluição visual! Se ver lixo pela trilha, pegue, guarde na mochila e jogue no devido lugar quando puder. O meio-ambiente e os trilheiros que vierem depois de você agradecem!
  4. Uma boa mochila é fundamental! – A mais fiel companheira do trilheiro. Escolha uma que atenda suas necessidades e que não vá te deixar na mão por causa de costuras ruins ou material de baixa qualidade. Leve sempre uma capa impermeável para protegê-la, evitando assim que a chuva molhe suas coisas. E lembre-se: água pesa! Se chover, você não vai querer ficar carregando, além de toda a sua tralha, o peso da água da chuva que a mochila absorver!
  5. Use calçados apropriados – Uma boa bota ou tênis próprios para trilha, de preferência impermeáveis, são fundamentais para se ter uma boa experiência no mato! E nunca vá para a trilha com um calçado novo em folha! É sempre bom amaciá-los antes. Para isso, faça caminhadas curtas, no seu dia a dia mesmo.
  6. Tenha roupas adequadas – Prefira roupas leves, que favoreçam a transpiração e se sequem facilmente. Se o roteiro for em um lugar mais frio, vista-se em camadas. Segunda pele, fleece e uma jaqueta. O fleece é um tecido sintético, leve e macio, que não absorve tanta água como o algodão, e mais fácil de secar. Leve SEMPRE uma capa de chuva na mochila!
    Roupas adequadas são fundamentais!
    Roupas adequadas são fundamentais!
  7. Leve comida e água suficientes, mas não em excesso! – Estude o roteiro antes, converse com quem já fez a trilha e se programe. Se possível, procure saber sobre disponibilidade de água potável ao longo do percurso. Assim você pode evitar peso desnecessário e estar sempre bebendo água fresca!
  8. Evite peso desnecessário – Faça um planejamento adequado. Ninguém quer ficar carregando um monte de tralha que, no final das contas, não vai usar, e que acrescentam um peso extra à mochila.
  9. Leve sempre uma lanterna e um apito! – Tenha sempre esses itens na mochila. Imprevistos acontecem, e é terrível ser surpreendido pela noite sem uma lanterna. Acidentes podem acontecer! O apito serve para chamar atenção se precisar de socorro.
  10. Fique de olho no relógio – Programe seu dia, tenha noção do horário que vai começar a caminhar e que pretende chegar ao destino para evitar andar à noite.
  11. Fique de olho na sinalização da trilha – Percursos mais frequentados costumam apresentar placas, fitas amarradas à vegetação, totens ou setas pintadas nas pedras indicando o caminho. Preste atenção para não se perder e evitar acidentes.
  12. Deixe tudo como antes – Siga esse lema: o bom trilheiro nada tira além de fotos, nada deixa além de pegadas, nada mata além de tempo e nada leva além de lembranças!

É muito bom curtir a natureza e poder admirar coisas que não podemos na cidade, seja uma bela paisagem ou a vida selvagem. Respeite o espaço natural: não jogue lixo, evite queimadas! E não se esqueça, é importante planejar e conhecer seus próprios limites. Na maioria das vezes que acidentes acontecem, é por falta de planejamento ou bom senso, antes mesmo de sair de casa.

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